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Mulher maravilha é a heroína que salvou a DC

a heroína que salvou a DC - Capa

 Mulher maravilha é a heroína que salvou a DC:

Uma das diferenças mais marcantes entre os heróis da Marvel e da DC, é o caráter mais humanizado dos mais famosos heróis da primeira, em contrapartida à visão dos heróis da DC como “deuses” entre os homens. E esse era um dos argumentos usados para explicar o sucesso do universo Marvel nos cinemas, e o fracasso (Pelo menos de crítica) do universo DC.

Superman é uma espécie de Messias, imaculado, justo e invencível. Batman é uma entidade das trevas, muitas vezes dito como um demônio, um monstro ou um morcego gigante.

A Mulher Maravilha não foge desse caráter mítico. A personagem criada com inspiração na mitologia grega carrega o fardo de representar os heróis da DC Comics em um universo que iniciou-se de maneira um tanto complicada.

Se Man of Steel foi um ponto de partida apenas “ok”, Batman vs Superman e Esquadrão Suicída são os principais causadores de críticas e insatisfação de crítica e público.

Coube à princesa Diana salvar a reputação do universo DC no lugar dos dois maiores pilares da mesma. Será que ela conseguiu ser a heroína que salvou a DC na sétima arte?

Mulher maravilha é a heroína que salvou a DC - Diana

Como diz o título, a Mulher maravilha é a heroína que salvou a DC.

A diretora Patty Jenkins entrega um filme divertido, emocionante e estiloso. Apesar de estar ligado ao universo DC, não é necessário ter conhecimento prévio para apreciar o longa, que possui muitas referências a histórias da amazona nas HQ’s, mas chama atenção por sua personalidade própria.

O filme começa na ilha de Themyscira, onde Diana é criada. O local é povoado por mulheres guerreiras que não se relacionam com homens ou quaisquer outros que não sejam mulheres oriundas da própria ilha.

Filha da rainha Hipólita e sobrinha de Antiope, guerreira reconhecida e respeitada, Diana cresce com o desejo de se tornar forte e vê em sua tia um exemplo a ser seguido.

Quando Steve Trevor, acidentalmente cai em Themyscira, Diana fica sabendo dos horrores do mundo dos homens, e decide partir para intervir no conflito (Primeira guerra mundial), acreditando que um antigo inimigo está por trás disso.

Mulher maravilha é a heroína que salvou a DC - Theymiscira

A Diana de Gal Gadot convence não só por sua força, mas também por seu altruísmo.

Ela não mede esforços para ajudar quem estiver ao seu alcance, e não tem medo de nada e ninguém!

No meio da primeira guerra Diana surge no meio de homens, com a coragem que lhes faltava, mostrando que é muito mais que todos eles ali presentes. É emblemática a cena onde ela, em meio a uma reunião de políticos e militares diz tudo que deveria ser dito por eles, mas o que causou incômodo foi que uma mulher estava ali dando sua opinião em um espaço que não lhe era concedido.

O machismo do século XX é retratado muito bem, assim como a sede da humanidade por guerra, mas o principal ponto a ser destacado é a representatividade feminina. Destaque para a cena do escudo, quando Diana invade a torre de uma igreja onde as mulheres não podiam entrar pela porta da frente. Diana não só quebra um paradigma (literalmente), como reaparece imponente em meio às cinzas. Metáforas como essa existem ao longo de todo o filme, que também aborda questões como o racismo.

Mas apesar desse clima sombrio, destacado pela mudança na paleta de cores entre Themyscira e nosso mundo, o filme é leve de ser assistido, divertido e com um humor na medida certa.

Outro ponto forte do filme é a química entre Diana e Steve (Chris Pine). Os dois atores fazem um par romântico repleto de clichés, mas ainda assim muito divertido. A inocência de Diana em relação aos homens nos traz diálogos muito engraçados entre os dois personagens, mas ao mesmo tempo é bonita a forma como a relação entre o casal amadurece ao longo do filme.

A heroína que salvou a DC - Diana e Steve

As cenas de ação são um show à parte!

As tomadas em câmera lenta ficaram ótimas graças à coreografia das lutas que é muito bem feita. Cada ação de Diana é milimetricamente destacada, mostrando sua imponência e força em comparação aos inimigos. Vale destacar também o cenário muito bem feito da Primeira Guerra.

O filme porém não é perfeito, e entre seus poucos defeitos estão os vilões, que são muito caricatos e não despertam nenhuma raiva ou qualquer sentimento negativo no espectador.

A luta final, apesar de emocionante e bem executada, exagera nos efeitos especiais, destoando do resto do filme onde não vemos tanta luz e pirotecnia até então.

A conclusão final é: A Mulher Maravilha realmente é a heroína que salvou a DC nos cinemas.

Estamos diante do melhor filme da DC desde O Cavaleiro das Trevas, e de um dos melhores filmes de heróis dos últimos tempos.

Se antes a sensação era de desconfiança para o vindouro filme da Liga da Justiça, a Mulher Maravilha agora nos faz ter esperança de um novo momento para a DC nos Cinemas.

  • Nota 8,5 de 10.

Leia também >>3 Histórias em quadrinhos da DC Comics que você deve ler<<

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